Fr. Edinilson santos, SAC
Na passagem de Mateus 22, 23-33 nós vimos que os saduceus, grupo que confessava que não existia ressurreição, se aproximam de Jesus e para tentá-lo pergunta se depois da morte alguém que ficou viúva e casou-se outras vezes, ao chegar no céu com quem essa pessoa ficaria e como resposta o Senhor lhe diz: “ que no céu viveremos como anjos” e que eles deviam se preocupar com os vivos e não com os que já morreram, pois desses a misericórdia do Pai cuida. Hoje Na continuidade deste evangelho, dos versículos 34-40, vamos ver que outro grupo, os dos fariseus, sabendo que o Senhor tinha calado a boca dos Saduceus e considerando este primeiro grupo como inimigos, pois diferente dos saduceus eles esperavam pela ressurreição do Senhor, se aproximam de Jesus e pergunta: “qual o grande mandamento”, Jesus sem exitar recorre ao livro do êxodo e responde: que é “amar a Deus sobre todas as coisas” e em seguida apresenta a eles um segundo mandamento que é: “amarás seu próximo como a si mesmo”.
Nestas passagens, conseguimos ver o Senhor que se preocupar com a vida e com os vivos que nos alimenta com a esperança da ressurreição e que nos garante com sua vida uma vida nova, aqui vimos um homem que não se intimida com as perguntas dos doutores, mas que com simplicidade responde aquilo que sabe e ao mesmo tempo aquilo que vive. O Senhor nos desafia a viver o amor ao próximo, contudo, esse amor não é por nossa graça, mais de Deus, pois o amor para com outro deve ser reflexo do amor para com o Criador. Mais importante que amar o outro é ter a capacidade de amar a si próprio, de se perdoar, se valorizar como pessoa, pois assim nosso amor pelo outro será sincero. O homem só é capaz de dar aquilo que tem, quando ele oferece algo que não ta nele, que não é dele, ele se perde, pois cria uma mascara que precisa sustentar, para não se depará com a vergonha. Amar o outro é desafiador, porque infelizmente não aprendemos nos amar como deveria, ainda não nos reconhecemos devidamente como templos do Espírito Santo de amor, e por isso não atingimos os outros, pois as ferramentas que possuimos ainda não conseguiram penetra a pedra do nosso coração. Muitas vezes quando amamos o outro, é sempre o outro que nos indentificamos, que é nosso cúmplice e que diz sim para tudo que faço ou que peço, contudo amor só é amor quando rompo com as indiferenças e consigo rezar pelos os que me perseguem, ser paciente com os que me odeiam e quando procuro no outro qualidades e não defeito, quando ultrapasso a barreira do meu egoísmo, para viver simplesmente e verdadeiramente a vida de Cristo que nos chama a amar a nós mesmo como criaturas, para que assim nos identifiquemos com Deus e nos assumimos como filhos Dele e com ele e através dele no encontremos com outro. O desafio ta lançado, a escolha é de cada um de nós, que Deus nos der a graça de escolher simplesmente e unicamente o amor!
Tenham um bom dia
Paz e Alegria!
Equipe Vocacões Curitiba

Obrigado Fr. Edinílson!
ResponderExcluirMuito bom!
Deus te abençoe