segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Boa noite!

Nosso querido amigo Fr. Edinílson, SAC escreveu uma bela mensagem desejando boa noite a todos os queridos leitores de nosso blog vocacional. Espero que gostem.

A todos uma boa noite!
Amanhã acordem com disposição e com o pé direito, agradeça a Deus pela vida e peça força para caminhada. Se o seu dia amanhecer com cara de trevas, não desanime e não se desespere, pois Deus se revela no sol, ou seja, por mais que as nuvens de nossas vidas tentem anulá-lo, ele continua a nos dar seu brilho e quando o vento de nossa fé afasta a nuvens do desânimo e da desesperança, logo vimos que a sua luz continua intenso e voltado totalmente a nós.
 Tenham agora uma boa noite e amanhã um dia muito cheia de paz e da luz radiante que é o próprio Cristo.

Deus vos abençoe!


in Corde Jesu et Mariae, semper
Equipe Pastoral Vocacional

domingo, 28 de agosto de 2011

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Mt 16, 21-27
Voc. Matheus Manholer,
o autor é vocacionado Palotino
da cidade de Mandaguari - PR



Hoje o evangelho de Mateus nos diz que Jesus mostrou aos seus discípulos que Ele deveria ir a Jerusalém e sofrer muito e ser morto e ressuscitar no terceiro dia, mas Pedro começou a repreendê-lo e dizia para que Deus não permitisse que isso acontecesse, mas Jesus logo percebeu que Pedro estava sendousado por Satanás, e mandou-o ir para longe.
Jesus começou a dizer a seus discípulos uma das frases mais importantes do evangelho de hoje “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo tome a sua cruz e me siga” (Mt 16, 24).Esta frase vem de encontro, falando para todos os cristãos que quiserem seguir a Cristo, que temos que tomar a nossa cruz para seguir a Ele, mas na nossa vida há empecilhos que nos desviam do caminho de Deus, ou às vezes achamos a nossa cruz pesada e queremos deixa-la no meio do caminho, e deixamos Deus de lado para viver a vontade do mundo, mas devemos lembrar que o caminho para alcançar o céu exige renúncia e comprometimento.
E mais além Ele fala: “Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la” (Mt 16, 25),  a nossa missão deve ser  também a de anunciar a Palavra de Deus a toda criatura.
Jesus faz aindamais duas indagações “De fato que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida?” (Mt 16, 26).Essas duas perguntas são bem importantes para nós refletirmos em nosso dia a dia, poisàs vezes esquecemos do plano de Deus para nós. De que adianta termos carros de última geração, casas bonitas e muitas outras coisas se não temos Deus como alicerce para a nossa caminhada écomo se não tivéssemos nada, e sabemos que muitas pessoas trocam a sua salvação pelos prazeres que o mundo oferece.
Neste domingo vamos refletir sobre este evangelho que vem de encontro com a nossa vida, e o que temos que melhorar, e coloquemos em oraçãopela vida de todos os catequistas, pois hojeé o seu dia, queo Espirito Santo ilumine os seus corações e que eles consigam atingir as mentes e os corações de seus catequizandos, e que eles sejam exemplos de fé para os cristãos.


Hoje também comemoramos na Igreja o dia de Santo Agostinho. Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), dito de Hipona,  conhecido como Santo Agostinho (Tagaste, 13 de novembro de 354 - Hipona, 28 de agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo e é um Padre latino e Doutor da Igreja Católica. Pesquisamos uma excelente biografia para os leitores do blog e disponibilizamos o link: http://www.osa.org.br/osa/stoagostinho/vida.html

Tenham todos um abençoado dia do Senhor!

in Corde Jesu et Mariae, semper.
Equipe Vocações Curitiba!

27 de Agosto: SANTA MÔNICA

Santa Mônica
(27 de agosto)


Nov. Uelton Cordeiro,

o autor é Noviço Palotino em Ctba-PR

Nasceu em Tagaste, na África, no ano de 331, de família cristã. Ainda muito jovem, foi dada em casamento a Patrício e teve filhos, um dos quais era Agostinho. Para a conversão deste, derramou muitas lágrimas e súplicas a Deus. Exemplo de mãe alimentou a fé pela oração e a esclareceu com virtudes. Morreu em Óstia, em 387. (Liturgia das Horas)
Todos nós temos uma linda missão dada por Deus. O Pai da Misericórdia nos criou com amor, depositou em nós todo o seu amor: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Rm5, 5.
Deus nos chama primeiro a vida, a existir e depois nos dar uma missão.
Santa Mônica teve uma grande missão: revelar Deus a sua família.
Mulher criada em um berço católico, com certeza teve uma boa formação, só que jamais imaginaria passar pelo calvário, pela dor de ver sua família tão incrédula, corações rebeldes principalmente de seu marido e de seu filho Agostinho. Porém não desistiu de sua família, não ficou presa a esta realidade familiar, no coração de Monica não coube o desespero e sim superabundou a fé em seu Deus.
Santa Monica deposita todo seu coração em Deus, Já que foi Ele que a criou e lhe deu esta missão, e quando não tinha forças, mas para orar, chorava e seu Senhor escutava sua aflição e vinha em seu consolo. Ela rezava mulher de oração, mas também chorava, lagrimas de alguém que diz: Senhor eu preciso de ti, vem em meu auxilio, olha para minha família, ela precisa de ti, do seu toque mais profundo. Converte meu marido e meus filhos, os transforme com seu Amor. Tu que tudo pode eu os entrego em suas mãos.
As lagrimas de Monica regaram o jardim sem vida de seu marido e também de Agostinho, foram suas lagrimas que devolveram a primavera aos corações insensíveis de sua família, foi sua fé em Deus que revelou que só poderia Amor de Deus poderia preencher o vazio existencial de seu filho.
Hoje existem muitos jovens nas drogas, na prostituição, sem sentido na vida, as famílias desestruturadas, sem Deus, sem vida, sem Amor, com certeza faltam mulheres, como Monica, que estejam com o coração em Deus que derrame lagrima durante as madrugadas que percam horas e mais horas de seu sono para que sua família e filhos sejam recuperando. Vemos pais desesperando, porém que se esquece de procurar Deus e falar de suas aflições.
A missão de Monica foi derramar lagrimas para regar o jardim da igreja, onde floriu a flor de santidade: Santo Agostinho, Deus escolheu Monica para nos mostrar que nossa família pode mudar, pode se converter, mas para isso nós precisamos não desistir dela.
Santa Monica, que as mães sejam capazes de regar os corações drogados, prostituídos, corrompidos pelo pecado, sem sentido, sem sabor, sem amor de seus filhos e quando elas não conseguirem, mas rezar que não percam a esperança no Bom Deus. Santa Monica que as esposas sejam fieis aos seus maridos mesmo em suas infidelidades e que elas sejam capazes de com amor levá-los ao verdadeiro amor. Santa Monica ajude os filhos não perderem nenhuma lagrima de suas mães, mas que estas lagrimas sejam fontes nos deserto de suas vidas, os dando a graças destes filhos encontrarem a Deus e nele o sentido de suas vidas.
Amém!
Santa Monica rezou durante 30 anos pelo seu filho, sinal de persistência, destes 30 anos ela pode colher: Um grande santo que é santo Agostinho, doutor da igreja.

in Corde Jesu et Mariae, semper.
Equipe Vocações Curitiba!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Parábola das Dez Virgens

A Parábola das Dez Virgens
Mt. 25, 1-13
Gabriel Chiarotti Sardi, Autor é vocacionado Palotino
 e reside na cidade de Ribeirão Claro - PR
 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1”O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9As previ­dentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ l2Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.
Meditação:
Jesus ao nos contar essa parábola nos está explicando como será o julgamento de nossa alma no momento de nossa morte, Jesus deixa claro que nós não podemos deixar o momento de nossa conversão para o leito de morte, pois ninguém saberá a hora ou o momento, e muito menos se estará preparado para isso.              
Somos nós que escolhemos se queremos ser “uma das jovens previdentes ou imprevidentes”, o caminho para a Vida Eterna não é fácil nesse mundo, mas jamais será impossível! Ora, as cinco virgens imprevidentes se esqueceram que a lâmpada se apaga uma hora e para que ela continue acesa é necessário o óleo, este óleo é a vontade de Deus, são os ensinamentos de Cristo, a lâmpada é nossa vida. Enfim chegou a hora da lâmpada se apagar, só restará quem guardou o óleo de Cristo consigo, estes conseguiram a vida eterna e conseguiram chegar até a festa, as outras suplicaram o óleo a quem possuía, estas não estão possibilitadas de dividir pois ambas as lâmpadas se apagarão, cada um deve buscar a própria salvação em Jesus, mas como lâmpadas acesas do Senhor nós devemos indicar o caminho do vendedor para aqueles que esqueceram o óleo. Mas quem tem ouvidos ouça e quem te olhos que leia, se fores tarde atrás do óleo o noivo já pode ter chegado e este não permitirá que jamais entrem os atrasados, os imprevidentes ou aqueles que jogam o óleo no rio corrente para não ter consigo responsabilidade e poder gozar dos prazeres terrenos, estes sim pagarão caríssimo, pois jamais poderão entrar no Reino se persistirem nesse caminho de escuridão, por isso Cristo adverte que não se deve esperar a hora da chegada do noivo para conseguir o óleo para acender a lâmpada, pois não terá mais vendedor, e a porta jamais se abrirá. Sejam rápidos e procurem vossa salvação em Jesus, e sejam lâmpadas para aqueles que perderam o óleo, façam com que estes vão até o vendedor o mais rápido possível!
Agradeço humildemente à todos que leram este pequeno artigo, escrito por mim na minha grande ignorância mas no amor de Jesus, eu sou um vocacionado palotino, que vive na cidade de Ribeirão Claro – PR, cidade muito abençoada, peço orações pela minha vocação, Deus vos abençoe!

26 de agosto: dia de SÃO ZEFERINO!
Neste dia celebramos a vida de santidade do Papa São Zeferino que no amor de pastor chefiou com o Espírito Santo a Igreja de Cristo. Zeferino era romano, filho de Abôndio e assumiu no século II a Cátedra de Pedro, num período de grande perseguição para os cristãos, tanto assim que os seus treze predecessores morreram todos mártires.
O que mais abalava a Igreja não eram as perseguições e massacres, mas sim as heresias que foram surgindo conjuntamente à tentativa de elaborar as Revelações com dados puramente filosóficos. Os gnósticos chegavam a negar a divindade de Cristo; Teodoro subordinou de tal forma Cristo ao Pai que fez dele uma simples criatura e Montano profetizava e pregava sobre o fim do mundo a partir da consciência de ser a revelação do Espírito Santo.
Diante de todas as agitações, São Zeferino, mesmo não sendo um teólogo e nem escritor, soube com o bom senso e a ajuda do Espírito Santo unir-se a grande sábios da ortodoxia da época, como Santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, a fim de livrar os cristãos da mentira e rigorismos. São Zeferino foi martirizado e entrou na Igreja Triunfante no ano de 217.

São Zeferino, rogai por nós!
Equipe Vocaões Curitiba

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Santa Padroeira da América Latina


 Santa Rosa de Lima


Fr. Leandro Bredariol, SAC


Santa Rosa de Lima nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no ano de 1586, coincidentemente no mesmo ano da aparição da Virgem Santíssima na cidade de Chiquinquira. Isabel Flores y de Oliva é o seu nome de batismo, mas sua mãe, ao ver aquele rosto rosado e belo, começou a chamá-la de Rosa, nome com a qual ficou conhecida.

Desde pequena, teve grande inclinação à oração e à meditação. A partir de então, tomou a decisão de amar somente a Jesus, mas devido à sua beleza, muitos homens acabavam se apaixonando por ela. Para não ser motivo de tentações, Rosa cortou seus longos e belos cabelos, e passou a cobrir o rosto constantemente com um véu.

Decidiu ingressar em um convento da ordem agostiniana, entretanto, estando diante da imagem da Virgem Santíssima no dia da sua conversão, sentiu que não podia levantar-se nem mesmo com a ajuda de seu irmão. Foi então que percebeu ser tudo aquilo um aviso dos céus para não ir, e bastou fazer uma prece à Nossa Senhora para que a paralisia desaparecesse por completo.

A partir deste dia, Rosa, que se espelhava em Santa Catarina de Sena como modelo de vida a ser seguido, passou a pedir diariamente a Deus para indicar-lhe em que ordem religiosa deveria ingressar. Percebeu que todos os dias, assim que começava a rezar, aparecia uma pequena borboleta nas cores branco e preta, e com este sinal chegou à conclusão que deveria ingressar na Congregação da Ordem Terceira de São Domingos, cujas vestimentas eram nestas cores. Tendo ingressado na ordem aos vinte anos, pediu e obteve licença de emitir os votos religiosos em casa - e não no convento - como terciária dominicana.

Construiu para si uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, e passou a levar uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. Através de rigorosas penitências, Rosa eliminou de sua vida todo orgulho, amor próprio e vaidade, cumprindo à risca o que Jesus disse: "Quem se humilha será exaltado". Entre as penitências estava o jejum contínuo: Rosa consumia o mínimo necessário para sua sobrevivência e quase não bebia água. Dormia sobre duras tábuas e ao olhar para o crucifixo dizia: "Senhor, a sua cruz é muito mais cruel que a minha".

Quando seu pai perdeu toda a fortuna, Santa Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência". Vivendo fora do convento, renunciou a inúmeras propostas de casamento e de vida fácil, dizendo: "O prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto". Alcançando um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística, suas orações e penitências conseguiram converter muitos pecadores.
Muitos milagres aconteceram após sua morte. Ela foi beatificada por Clemente IX em 1667 e canonizada em 1671 por Clemente X, a primeira da América a ter essa honra. É padroeira da América do Sul e das Filipinas.

Santa Rosa de Lima!
Rogai por nós.

BOM DIA!
Equipe Vocações Curitiba

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nossa Senhora Rainha


Caríssimos, hoje recordamos Nossa Senhora Rainha. Tal memória foi instituída pelo querido Papa Pio XII.

O Evangelho de São Lucas nos relata o grande sim vocacional de Maria, Ecce ancilla Domini, Eis a serva do Senhor! O simples SIM de Maria mudaria todo o curso da humanidade, e Ela tinha consciência disso. O chamado que Deus fez a Maria é o exemplo da semente da vocação plantada por Deus em nossos corações, semente que devemos cuidar com todo carinho e é claro; aceita-la de forma digna e generosa.

Nossa devoção por Maria deve ser grande, porém às vezes colocamos Maria em um local que ela não quer estar: No lugar de Jesus. “Fazei o que Ele vos disser”, Maria intercede por nós, entregando-nos nas mãos de seu Filho Jesus.

Na Sagrada Família de Nazaré, Maria é Aquela que dá o apoio, disponibiliza o amor incondicional pela sua família, fazendo assim dela um verdadeiro Lar. São José Manyanet nos diz que devemos visitar todos os dias a Sagrada Família, ou seja, mergulhar na espiritualidade nazarena, ter uma Desidéria, ou seja, uma alma que quer conhecer e buscar a espiritualidade de Nazaré. Ao exemplo de Maria devemos transformar nossos lares “em um Nazaré”.

            Que possamos nos entregar a Deus de todo coração seguindo o exemplo da Virgem Maria, acolhendo o plano de Deus para nossa vida, acolhendo a vocação que somos chamados a viver em Cristo nosso Senhor.



Cesar da Rocha Pires

Seminarista da Congregação dos Filhos da Sagrada Família

Jesus Maria e José

Contato: contato@manyanet.com.br – (41) 3252-1729 – www.manyanet.com.br

domingo, 21 de agosto de 2011

Dogma da Assunção de Nossa Senhora

Fr. Bruno Áthila Nascimento Silva, SAC


A proclamação do Dogma da Assunção assinala o ponto alto da existência de Maria e de sua consagração por Deus. E é como que consequência dos outros dogmas, o da maternidade divina, o da virgindade perpétua e o da imaculada. Foi proclamado como verdade de fé, por Pio XII, com a bula dogmática Munificentissimus Deus, no Ano Santo de 1950. Mas, é verdade que a história desta afirmação de fé se arrasta por séculos. Já os Padres da Igreja, em especial os do Oriente, defendiam a incorruptibilidade do corpo de Maria na sua Dormitio. E a eles também o papa recorre na fundamentação teológica deste dogma.

Não há testemunhos diretos e explícitos sobre a morte de Maria e de sua elevação em corpo e alma na Sagrada Escritura. O que temos são textos que sugerem a grandeza dos favores de Deus na vida de Maria e sua íntima ligação com o seu Filho.

E na Tradição só aos poucos vão surgindo os testemunhos da convicção de que Maria foi elevada ao céu de corpo e alma. Só no séc. VI (no Oriente) e VII (no Ocidente) passou-se a celebrar a festa da Dormição da Mãe de Deus no dia 15 de agosto e nos tempos de Carlos Magno essa festa ganha no Ocidente o nome de Assunção de Maria (Assunção – significando que Maria foi assumida e acolhida na glória) e com esse nome a festa designava a ressurreição de Maria depois de sua morte. Com o advento da Idade Média e os grandes representantes da teologia escolástica de então, Alberto Magno, o Doutor Angélico Santo Tomás, o Doutor Seráfico S. Boaventura e outros, a festa ganha proporções maiores. Alguns foram mais explícitos em defender e afirmar que o corpo de Maria foi preservado da corrupção e que ela na sua totalidade (corpo e alma) foi associada à glória de seu Filho (S. Boaventura). Outros fora mais tímidos, mas nem por isso deixaram de dar um parecer favorável (Santo Tomás).

As petições para que o papa proclamasse o dogma da Assunção começam a surgir no séc. XVIII e no pontificado de Pio XII elas se intensificam. Em maio de 1946 com a encíclica Deiparae Virginis, Pio XII deseja saber qual seja o parecer dos Bispos levando em conta o clero e o povo, sobre a definição dogmática. O que o papa quer saber é se os bispos são favoráveis a definição e se desejavam que fosse proclamado este dogma. Depois de quatro anos e com as respostas na sua maioria afirmativas, Pio XII procede com a elaboração da Carta Dogmática Munificentissimus Deus onde solenemente declarava que Maria, terminado o curso de sua vida terrena, foi elevada à glória celeste em corpo e alma.

O dogma da Assunção é proclamado com sobriedade de palavras, mas com grande beleza e decisão. Afirma-se que “terminado o curso da vida terrena”: não se diz que houve morte natural nem se fala em sepultura, já que não eram uníssonas entre os teólogos essas questões. “Maria foi elevada”: está no passivo, portanto, diferente de Jesus que subiu ao céu, Maria é elevada por Deus à glória celeste isso significa que “mais que uma nova localização, o que se afirma é uma mudança de estado do corpo de Maria, e a passagem da condição terrestre à condição gloriosa da totalidade de sua pessoa, que se encontra unida ao corpo espiritual e glorioso de seu Filho” (SESBOÜÉ, 2005, p. 502).

Poderíamos fazer algumas leituras do dogma:
1 – Cristológica: Maria é assemelhada ao seu Filho glorioso. E como nos outros dogmas é em vista do vínculo pessoal de Maria com o Verbo Encarnado que ela é preservada da incorruptibilidade do corpo. Foi no útero de Maria que o Verbo recebeu a carne incorruptível, isso deu a Maria a condição de incorruptibilidade.  E por outro lado, se Maria foi preservada do pecado em vista do Verbo, esse mesmo Verbo a conservou a corrupção de seu corpo, “já que o corpo de Maria não pode ser separado do corpo de seu Filho” (SESBOÜÉ, 2005, p. 504). Boff diz que a Páscoa de Maria em relação à de Cristo confirma e reforça a nossa Páscoa. Da nossa ressurreição, a Assunta torna-se uma garantia complementar. Maria, na sua Assunção, reforça e aponta para a beleza do Mistério do Ressuscitado (cf. 2006, p.520).
2 – Eclesiológica: Maria Assunta é tipo da Igreja triunfante. É o pleroma (realização plena) das aspirações da Igreja militante neste mundo. A Assunção da Virgem é motivo de consolação para a Igreja que vê realizar-se em Maria as promessas do Deus misericordioso e de esperança, pois um dia a Igreja Peregrina neste mundo espera a plenitude que Maria já alcançou.
3 – Mariológica: é Maria que na totalidade (corpo e alma) de sua vida é salva, é ressuscitada, é assunta. Como bem acentua o Papa Pio XII na MD, Maria é Assunta por um privilégio especial e o dogma aqui tratado insere-se no rol dos muitos favores que a Virgem recebeu do Deus munificentíssimo e que os fieis reconheceram: “os fieis iluminados pela graça e abrasados de amor para com aquela que é Mãe de Deus [...] compreenderam cada vez com maior clareza a maravilhosa harmonia existente entre os privilégios concedidos por Deus àquela que o mesmo Deus quis associar ao nosso Redentor. Esses privilégios elevaram-na a uma altura tão grande, que não foi atingida por nenhum ser criado, excetuada somente a natureza humana de Cristo” (MD, n.14).
4 – Antropológica: semelhante à leitura mariológica, no dogma da Assunção, o humano contempla em Maria a sua futura realização. Esse dogma é fortemente antropológico. A partir dele se faz uma leitura otimista da vida humana integral. Aqui o corpo de Maria é assumido, o que significa que a corporeidade é objeto da salvação e que o homem por completo está “destinado a se prolongar, transfigurado, para dentro do Mistério da Vida e do Amor que é a própria Santíssima Trindade” (BOFF, 2006, p. 524).
O dogma da Assunção foi proclamado anos depois da Segunda Guerra Mundial, com ele o papa também quer reforçar o amor do povo cristão por Aquela que sempre auspiciosamente mostrou-se como Mãe presente na vida e nas dores do povo. O papa também apresenta ao mundo um ícone de uma mulher que foi exaltada por Deus. Que foi amada por inteira na sua dimensão corpórea-espiritual e que aponta o destino final de todo homem e de toda mulher: ser salvo na integralidade do seu ser, ver a sua humanidade transfigurada pelo poder misericordioso de Deus.
Maria é para o mundo abalado por uma grande guerra, alento e refrigério. O homem que foi humilhado, desprezado, maltratado, aniquilado, vê em Maria uma esperança de que a sua dignidade será outra vez reconhecida e seu direito inalienável de viver, respeitado. Como pode-se perceber, a preparação da proclamação desse dogma aconteceu durante séculos e ele foi justamente definido num período de grande desolação em que se encontrava a humanidade, de modo especial, o continente europeu.
Por um lado, diante de tantas imagens de homens e mulheres, crianças, jovens e velhos feridos e aniquilados, (é só pensar nos campos de Concentração onde o homem era literalmente destruído), tem-se por outro, a imagem de Maria com seu corpo glorificado e sua humanidade exaltada. O homem que foi humilhado tem diante dos olhos uma prova de que Deus não abandona, “pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” (Sl16,10) e contempla em Maria, aquilo que seu coração anseia: habitar junto de Deus por toda a eternidade, saborear a suavidade do Senhor. Maria é imagem do homem e da mulher libertados, dignificados. Aqui não é amputado ao homem a sua dimensão adâmica. Mas essa é trans-assumida, é glorificada, é salva sem reservas. Aqui a obra de Deus é completada.

Tenham todos um bom domingo!

Equipe Vocações Curitiba

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Qual é o maior Mandamento?

Mateus 22, 34-40
Fr. Edinilson santos, SAC

Na passagem de Mateus 22, 23-33 nós vimos que os saduceus, grupo que confessava que não existia ressurreição, se aproximam de Jesus e para tentá-lo pergunta se depois da morte alguém que ficou viúva e casou-se outras vezes, ao chegar no céu com quem essa pessoa ficaria e como resposta o Senhor lhe diz: “ que no céu viveremos como anjos”  e que eles deviam se preocupar com os vivos e não com os que já morreram, pois desses a misericórdia do Pai cuida. Hoje Na continuidade deste evangelho, dos versículos 34-40, vamos ver que outro grupo, os dos fariseus, sabendo que o Senhor tinha calado a boca dos Saduceus e considerando este primeiro grupo como inimigos, pois diferente dos saduceus eles esperavam pela ressurreição do Senhor, se aproximam de Jesus e pergunta: “qual o grande mandamento”, Jesus sem exitar recorre ao livro do êxodo e responde: que é “amar a Deus sobre todas as coisas” e em seguida apresenta a eles um segundo mandamento que é: “amarás seu próximo como a si mesmo”.
Nestas passagens, conseguimos ver o Senhor que se preocupar com a vida e com os vivos que nos alimenta com a esperança da ressurreição e que nos garante com sua vida uma vida nova, aqui vimos um homem que não se intimida com as perguntas dos doutores, mas que com simplicidade responde aquilo que sabe e ao mesmo tempo aquilo que vive. O Senhor nos desafia a viver o amor ao próximo, contudo, esse amor não é por nossa graça, mais de Deus, pois o amor para com outro deve ser reflexo do amor para com o Criador.  Mais importante que amar o outro é ter a capacidade de amar a si próprio, de se perdoar, se valorizar como pessoa, pois assim nosso amor pelo outro será sincero. O homem só é capaz de dar aquilo que tem, quando ele oferece algo que não ta nele, que não é dele, ele se perde, pois cria uma mascara que precisa sustentar, para não se depará com a vergonha.  Amar o outro é desafiador, porque infelizmente não aprendemos nos amar como deveria, ainda não nos reconhecemos devidamente como templos do Espírito Santo de amor, e por isso não atingimos os outros, pois as ferramentas que possuimos ainda não conseguiram penetra a pedra do nosso coração. Muitas vezes quando amamos o outro, é sempre o outro que nos indentificamos, que é nosso cúmplice e que diz sim para tudo que faço ou que peço, contudo amor só é amor quando rompo com as indiferenças e consigo rezar pelos os que me perseguem, ser paciente com os que me odeiam e quando procuro no outro qualidades e não defeito, quando ultrapasso a barreira do meu egoísmo, para viver simplesmente e verdadeiramente a vida de Cristo que nos chama a amar a nós mesmo como criaturas, para que assim nos identifiquemos com Deus e nos assumimos como filhos Dele e com ele e através dele no encontremos com outro. O desafio ta lançado, a escolha é de cada um de nós, que Deus nos der a graça de escolher simplesmente e unicamente o amor!

Tenham um bom dia
Paz e Alegria!
Equipe Vocacões Curitiba

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bento XVI: “Estou feliz por partir até Madrid”


Aos jovens da JMJ aconselha a “confiarem-se à oração para conseguirem abundantes frutos de vida cristã”

Madrid 16 de agosto de 2011 – Este domingo, no angelus desde Castelgandolfo, Bento XVI dirigiu-se aos peregrinos que participarão na JMJ para lhes pedir que o “acompanhem com a oração” para que neste evento “se colham abundantes frutos espirituais”.

“Quinta-feira partirei para Madrid. Estou feliz de encontrar ali todos os jovens que estarão presentes dos diversos países do mundo”, assinalou. O Santo Padre insistiu na necessidade de “se confiarem à oração” durante a Viagem Apostólica a Espanha para “que se colham abundantes frutos espirituais”

Do mesmo modo, convidou aos peregrinos “a meditar sobre o tesouro da fé que nos foi transmitido e a acolhe-lo com gratidão”. “Comprometendo-nos a responder de maneira responsável a chamada de Deus e a eleger fundamentar a nossa vida em Cristo. Neste caminho, nos não estamos sós”, realçou Bento XVI.

Boa Tarde!
Equipe Vocaçoes Curitiba
Fonte: http://www.madrid11.com/pt/caminho/textos-do-santo-padre/1593-estoy-feliz-de-partir-hacia-madrid

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mensagem aos vocacionados!

Nossa querida amiga Inácia fez um comentário em um dos nossos posts, e mesmo estando visível a todos, achei interessante postá-lo em destaque, pois consiste em um grande incentivo vocacional.
Deus abençoe amiga!
Equipe blog Vocações Curitiba.



Seguir a Jesus realmente é um grande desafio.Vivemos num mundo de consumismo, marcas, modernismo. É muito mais confortável.
"Vem e Segue-me", acaba sendo para nós um grande desafio, para aquele que deu a sua vida por nós.
Mas se realmente queremos segui-lo e testemunha-lo, devemos exercitar e ter coragem de viver e testemunhar Jesus Cristo. E somente Ele nos dará força e irá mostrar o caminho. S.Vicente Pallotti nos deixa esse pensamento inspirador para os nossos dias de hoje:
"Os tempos atuais impelem e obrigam a todos os que realmente querem servir a Deus.
a unirem-se ainda mais intimamente a ele."(S.V.P)
Nada faremos se não estivermos unidos intimamente e entregues a Jesus Eucaristia.
Coragem queridos jovens vocacionados, coragem a nós todos povo de Deus.
Peçamos ao Espírito Santo que nos Ilumine.
Paz e Bem!
Inácia.

“Renunciai” para o Encontro!

(Mt 19, 23-30)
 Fr. Leandro Bredariol, SAC





Que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja em vossos corações.

Gostaria hoje de partilhar algumas reflexões que fiz pela manhã sobre o Evangelho de hoje. Ontem acompanhamos a partilha de nosso irmão Fr. Luan sobre o Evangelho do jovem rico onde ele nos colocava a palavrinha de ouro o nosso “TUDO” para Deus, assim notamos importância de uma entrega sem reservas para uma verdadeira mudança de vida, e que se faz necessárias renúncias.

No Evangelho de hoje (Mt 19, 23-30) vemos a repercussão dos ouvintes do diálogo entre Jesus e o jovem rico sobre os critérios de salvação. Assim vemos a intervenção de Pedro que faz uma discreta alusão ao jovem rico, ao qual Jesus responde como no episódio do jovem rico fazendo um pedido de renúncia necessário para adentrar na vida eterna (v. 29).

Fazendo uma análise disso, notei que às vezes a insegurança nos leva a assumir a riqueza e o consumismo e outras paixões que o mundo nos oferece como "projeto de vida", e não conseguimos enxergar em Cristo uma mudança de vida. Sabemos tal mudança de vida é difícil para nós e talvez impossível, mas para Deus nada é impossível (v. 26).

Desta forma, todo aquele renuncia tudo para seguir Jesus, lhe é necessário um seguimento de Cristo, um movimento interior, que no contexto prescrito liga o cêntuplo à herança da vida eterna. Portanto, a vida de Cristo morto e Ressuscitado repercute em nossas vidas uma extrema renúncia de todos os apegos desnecessários à vida terrena para que assim façamos O encontro com Cristo, um verdadeiro Acontecimento em nossas vidas, e possamos fazer com que o Cristo seja o Real-Necessário em nossas vidas, e na vida do próximo. Que assim possamos assumir a promessa que Jesus fez aos teus, e através da humildade (v. 30) e nos fazendo últimos, consigamos chegar à doce abundância da vida, e contemplarmos a face de Deus.


Que o Senhor Jesus nos ensine abandonar tudo que é do mundo e possamos aceitar o “TUDO” que é de Deus. Amém.



Deus abençoe!
Paz e Alegria!


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Vem e Segue - me

(Mt 19, 16-22)

                                                                                                                                    Luan Adison Capelari


“Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”
“TUDO”! Esta parece ser a palavra de ouro do Evangelho proposto para a liturgia de hoje, e que resume o que Deus pede de nós: nem muito, nem pouco, mas TUDO.
Quando Cristo pede ao jovem que ele doe todos os seus bens aos pobres, Ele está pedindo nada menos que radicalidade, compromisso. É muito cômodo querer o Reino dos Céus sem precisar lutar por ele, e parece que era isto que o jovem estava esperando de Jesus. Não se pode, porém, abraçar uma causa pela metade e, por isso, quando abraçamos a Cristo, devemos abraçar não somente o Cristo glorioso, resplandecente, mas também o Cristo crucificado, ferido, o Cristo por inteiro! Haja visto o povo de Israel, que chegou sim à terra prometida, mas antes teve que passar por deserto, sofrimento, perseguições.
Por isso, é necessário que nos perguntemos, a todo o instante, como o jovem rico: “Que ainda me falta?” Que ainda falta eu abraçar? Que ainda falta eu entregar ao Senhor? Diferente do jovem, porém, não devemos esmorecer e nos afastar de Deus, diante de uma dificuldade, mas sim entregar TUDO, abraçar TUDO, para também um dia, recebermos TUDO...no Reino dos Céus!

Paz e Alegria!

domingo, 14 de agosto de 2011

A experiência Eucarística dos discípulos de Emaús

Fica conosco, Senhor…
Lc, 24, 13-35
Fr. Leandro Bredariol, SAC




Ao longo do caminho das nossas dúvidas, inquietações e às vezes amargas desilusões, o divino Viajante continua a fazer-se nosso Companheiro para nos introduzir, com a interpretação das Escrituras, na compreensão dos mistérios de Deus.  Em Emaús aprendemos que há uma estreita relação entre Emaús e a Eucaristia. Como nos diz João Paulo II: “Esta íntima conexão entre a manifestação do Ressuscitado e a Eucaristia é sugerida pelo Evangelho de São Lucas na narração dos dois discípulos de Emaús, aos quais Cristo mesmo fez companhia, servindo-lhes de guia na compreensão da Palavra e depois se sentando com eles à mesa. Reconheceram-No, quando Ele tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de parti-lo, o deu a eles. Os gestos de Jesus são os mesmos que Ele realizou na Última Ceia, com clara alusão à fração do pão, como é denominada a Eucaristia na primeira geração cristã”.
Como discípulos de Emaús, somos conscientes que, em toda a Santa Missa, Cristo partilha conosco nossas intenções e nos oferece, de modo especial, Seu Corpo e Sangue na fração do pão. Como discípulos de Emaús, ansiamos por esse encontro Eucarístico, preparamo-nos para que ele ocorra na profundidade de nossas almas e desejamos que a Eucaristia, nosso principal Alimento espiritual, seja uma realidade diária em nossas vidas. Ao longo de nossa vida vamos cultivando amizade pessoal com Cristo. Encontramos Jesus na palavra do Evangelho, no pão da Eucaristia, no rosto do irmão que sofre, na contemplação orante.
Ruminando as palavras do Evangelho, deixando que o corpo vivo e ressuscitado de Jesus fortaleça nossa vida nova, acolhemos a clara bondade que chega até nosso ser mais íntimo.
Percorrendo o caminho que conduzia à aldeia de Emaús, dois dos discípulos partilhavam a decepção pela morte de Jesus. As esperanças foram frustradas.
Enquanto o faziam, Jesus cruzou-se no caminho, interveio no diálogo e, ainda antes de o reconhecerem, interpelou-os: “Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para crer em tudo quanto os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?” (Jo 24, 25-26).
Depois, abriu-os para o significado do que acontecera, a partir das Escrituras. A Palavra de Deus transformou aquele encontro em acontecimento, desvendou o que a fragilidade humana não conseguia entender. No seu caminhar, os discípulos de Emaús encontraram, então, um novo sentido.
A vida cristã é uma peregrinação constante.  É preciso acertar com o caminho verdadeiro que nos conduz à meta: a plenitude de vida em Cristo. No nosso longo e duro caminhar de peregrino, se confiarmos unicamente nas nossas forças, poderemos perder o rumo e as nobres aspirações que nos animam, sujeitando-nos a condições de mera sobrevivência a troco de qualquer tipo de recompensa ou remuneração. 
A Palavra de Deus é a luz indispensável que dá resposta às questões fundamentais da existência: quem somos, de onde viemos, para onde caminhamos? É uma palavra viva, reveladora da verdade, que interpela, orienta e molda a existência, tornando-a digna de filhos de Deus.  O diálogo dos dois discípulos com o ressuscitado teria chegado ao fim se estes não o tivessem convidado para ficar com eles.  Sentou-se à mesa, benzeu o pão, partiu-o e entregou-o aos discípulos. Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no.
E tu, desejas a vida? Imita os discípulos e reencontrarás o Senhor. Eles ofereceram-lhe hospitalidade. O Senhor parecia resolvido a prosseguir o seu caminho, mas eles retiveram-no. Retém o empobrecido se queres reencontrar o teu Senhor. O Senhor manifestou-se no partir do pão.
Ele vem ao nosso encontro. Então, a nossa vida ganha um novo sentido, porque fazemos a experiência de que não caminhamos sozinhos: Ele é o guia que nos conduz por caminhos exigentes, o alento para ultrapassarmos dificuldades, a plenitude do amor, dom prometido para os que o seguem até ao fim.
É na Eucaristia, particularmente celebrada ao Domingo, que os cristãos quebram o isolamento, exprimem e alimentam a comunhão na fé, integradora das diferenças de língua, cultura, tradição e condição social. Mas, a experiência da ressurreição, os discípulos de Emaús não a guardaram só para si. Imediatamente se dirigiram para Jerusalém, ao encontro dos onze, para lhes comunicar: “Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!”. E, nisso, foram acompanhados por muitos outros que, por causa desse testemunho enfrentaram críticas e perseguições, numa fidelidade que, em muitas circunstâncias, os conduziu até ao martírio.
            Celebrar a Páscoa implica projetar à nossa volta a luz da ressurreição, fermento da nova criação, empenhando-nos no acolhimento e solidariedade para com os empobrecidos, na procura das soluções mais justas para os seus problemas pessoais e familiares, na busca dos meios que, de forma justa e equilibrada, auxilie os direitos e deveres de quem acolhe e de quem é acolhido.

PAZ E ALEGRIA!


“Grande é a tua fé.”

 Noviço Wellington Wesley Paiva
                                                                                                       
A mulher cananéia é exemplo de fé. Exemplo para todos os cristãos que diz acreditar e que professam sua fé todos os finais de semana na Santa Eucaristia. O evangelho deste 20º Domingo do TC nos dá o exemplo de ousadia e confiança.
Ela, confiante de que Jesus iria cura sua filha, não teve medo, argumentou corajosamente com Jesus: “‘Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-los aos cachorrinhos’. A mulher insistiu: ‘É verdade, Senhor, mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!’... ‘Mulher, grande é a tua fé! Seja feito o que tu queres!’”(Mt 15, 26-28ª).
            Segundo Ascough, as mulheres naquela época só podiam chegar perto dos homens fora da família quando houvesse intermediação de um homem. E ainda, ela era uma mulher pagã, iria tornar Jesus impuro. Mas, Jesus não veio para os “sãos”, mas sim, para os que necessitam da graça. Ouvindo o grito da mulher que O clamava trava um diálogo com a cananéia. Ela não revida mediante a comparação feita por Jesus: “...cachorrinhos”(Mt 15, 26). Para os judeus, nos confirma Ascough, o termo cães é sinônimo de sujo, desagradáveis, tais como avidez, bajulação e falta de vergonha. Ela não se intimidou por isso, aceitou sua condição, confiou, e continuou o diálogo demonstrando que sua confiança no Mestre não era vã, como a do povo escolhido. “...os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!”. A salvação veio para todos, ela acreditava naquele homem. Ela depositou sua fé e foi atendida.
Nossa fé muitas vezes é vã diante as dificuldades. Tantos são os recursos para nos desviar de nossos problemas (shopping, cinema, bebidas, etc.) que nos esquecemos de depositar nossa confiança naquele que demostrou a máxima do amor. Nossa fé é depositada nos deuses pagãos, ou melhor, nos deuses “cartões de credito, dinheiro, etc.”.
          Esquecemo-nos do grande mestre das almas, Jesus. Que veio para nutrir nossa alma, e instruir no caminho para à Vida Eterna. Basta nosso sim corajoso; falta ousadia para depositar Nele toda nossa confiança sem restrições.


Bom Domingo!
                            Serviço de Animação Vocacional - Curitiba

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Oração à Inspiração Divina

Boa Tarde irmãos em Cristo Jesus, aí vai a primeira postagem de nosso blog vocacional. Uma pequena oração que fiz em um retiro quando era postulante no Seminário São Vicente Pallotti em Londrina - PR.. Espero que gostem!


Oração à Inspiração Divina



Amado Pai! Dai-me um coração totalmente aberto a vós. Quero ser bom e misericordioso semelhante a Ti.

Dai-me sempre vossa benção, pois sou tão fraco e pecador. Que a vossa presença sempre me atraia.

Mostrai-me Teu rosto para que eu possa ver a ternura humana que há na face do meu próximo.

Dai-me um coração de menino inocente e puro, um coração caridoso que aspira somente servir e não ser recompensado. Força para superar minha humanidade e o que me leva a pecar.

Que vós sempre cresçais e eu diminua. Dai-me discernimento para que eu nunca falte aos que mais necessitam.

Quero ser como barro na mão do oleiro, e que Tu possa me dar formas como quiser.

Ser instrumento seu, insubstituível e diferente de todos, que de mim possam soar a música que todos querem ouvir.

Que eu possa ser como enxada na mão do lavrador, do qual se tira sustento a tantos filhos seus.

Quero ser remédio em meio a dores e aflições.

Deixai-me beber de sua bondade fecunda e infinita para ser um só coração contigo, um só pensamento que suba até vós, como um grito de reconhecimento e amor, como Moisés no Monte Sinai também quero estar de braços e coração abertos a vós.

Oh! Poder, Bondade, Onipotência...

Oh! Perfeição.

E quero por amor alcançar sua misericórdia na humildade de meu coração.

Para ser sempre um menino e com tal pureza um dia em seu Lar segurar em suas mãos e dizer:

Pai eu te amo!

Amém.

Fr. Leandro Bredariol, SAC